domingo, 3 de novembro de 2024

Quedas de Kalandula, Angola(Malange)


As Quedas de Kalandula, localizadas na província de Malanje, Angola, são um dos pontos turísticos mais impressionantes e emblemáticos do país. Também conhecidas como Quedas do Duque de Bragança, são consideradas uma das maiores quedas de água de África e a segunda maior de toda a África Subsaariana, depois das Cataratas de Vitória.

🌿 Características das Quedas de Kalandula

As quedas situam-se no rio Lucala, um afluente do rio Kwanza, e impressionam pela sua majestade. Com uma altura que pode chegar a cerca de 105 metros e uma largura de mais de 400 metros durante a estação das chuvas, as Quedas de Kalandula oferecem um espetáculo natural de grande beleza e poder. A água cai com uma força imponente, formando uma névoa que cria efeitos visuais deslumbrantes, especialmente em dias de sol, quando se pode ver um arco-íris sobre as quedas.

🏞️ Beleza e Importância Turística

Este destino é popular entre os turistas que visitam Angola e os próprios angolanos, que veem as quedas como um símbolo de orgulho nacional. O cenário ao redor é composto por vegetação exuberante, que contribui para um ambiente tranquilo e envolvente. As Quedas de Kalandula são um local ideal para fotografia, piqueniques e caminhadas, proporcionando uma experiência de proximidade com a natureza.

📚 História e Significado Cultural

Historicamente, as quedas são conhecidas localmente e internacionalmente, tendo sido nomeadas em homenagem ao Duque de Bragança durante o período colonial português. No entanto, o nome Kalandula é a designação nativa que reflete melhor a identidade angolana do local. A área é rica em lendas e histórias contadas pelas comunidades locais, que veem as quedas como um lugar de significado espiritual e natural.

🌟 Visitar as Quedas de Kalandula

Quem visita as quedas tem a oportunidade de desfrutar de uma vista panorâmica da queda d'água a partir de diferentes pontos de observação, seja ao nível superior ou ao pé das quedas, para quem estiver disposto a caminhar um pouco mais. A região também oferece alojamentos e serviços turísticos básicos, embora o turismo em larga escala ainda seja algo em desenvolvimento.

🚗 Como Chegar

As Quedas de Kalandula ficam a cerca de 360 km a leste de Luanda, e a viagem de carro leva cerca de 5 a 6 horas, dependendo das condições da estrada. É uma oportunidade para explorar a paisagem diversificada de Angola e testemunhar a transição entre as regiões urbanas e rurais do país.

As Quedas de Kalandula são, sem dúvida, um destino que exemplifica a riqueza natural e a beleza selvagem de Angola, convidando os visitantes a contemplar e apreciar o que a natureza angolana tem de melhor.

sábado, 2 de novembro de 2024



MOVIMENTO KUDURO GANGSTER O SENHOR DAS PARADAS DE LUANDA NOS ANOS 2005 Á 2012

Luanda, princípios dos anos 2001, com o surgimento de brigas entre várias gang's norte americanas envolvidas no tráfico de drogas e confrontos mortais contra rivais, e que por sua vez usavam o Hip Hop gangster, onde por cima de instrumentais pesados ofendiam, ameaçavam e ostentavam seus êxitos sobre os seus adversarios, famosas gang's como Terror $, G-unit, e de mais, influenciaram significativamente as paradas Luandenses, onde jovens que neste período na sua maioria ouviam Hip hop, passaram a criar gang's para controlo de suas zonas e posteriormente declararem guerra a gang's de outras zonas.

Tudo em busca apenas de respeito e admiração, onde muitas vezes as causas destes conflitos eram mulheres, adolescentes e jovens que namoravam jovens de gang's opostas as gang's da área em que residiam.

Como uma peste, rapidamente as gang's se espalharam por quase toda a Luanda, gang's como ALAMEDAS, HDA, PRENDA $, CAZENGA $, DE PRATAS, BEM MAUS, MBICOIOS $ etc... Foram gang's que surgiram neste período, onde com o passar do tempo envolveram-se com diversos tipos de crimes. Luanda tornou-se assim num autêntico palco de constantes guerras entre gang's rivais... Nos finais dos anos 2003, com o lançamento do filme CIDADE DE DEUS, a semente da delinquência semeada nos anos anteriores, rebentou de um jeito assustador, Luanda entrou num verdadeiro período que eu considero sangrento, onde o largo das escolas(primeiro de Maio) tornou-se o encontro da maior parte dos membros de gang's de Luanda.

Muitos jovens morreram neste período, vítimas de conflitos entre gang's que faziam o uso de armas de toda a espécie, sejam elas brancas ou de fogo.

Foi neste período em que o Scocia, conhecido no mundo artístico como Bruno M, preso na cadeia central de Luanda(CCL, famosa mãe grande naquela altura) escreveu boa parte da música I AM, que veio a ser lançada nos anos 2005 e 2006. O que tinha a letra? Inspirado no estilo hip hop antes feito por ele, lançou barras pesadas, onde exaltou a sua gang na altura ALAMEDAS $, guardiões dos combatentes. Só que na letra disse que eles tinham exércitos até na mutamba...

A música disparou, e quem ficou irritado? Jayz-py(in memória) membro da gang MD(Maledreidas do morro Bento) que na altura a junção de algumas gang's desde o morrão, samba, prenda, ingombotas, formavam os BABILÓNIAS, e os tais tinham união com os HDA, guardiões do kinaxixe. E estas gang's já vinham de muitos conflitos sangrentos com os ALAMEDAS.

Jayz grava e lança então a música A BABI, exaltando os domínios dos BABILÓNIAS até mesmo nos combatentes "BABILÓNIAS nos combatentes, cawiços estão a fugir de medo quem confirma é o meu Marcelo" "os borrachos pediram guerra MD $ vão pôr na terra" " tiram exemplo no Ju do poster que meteu vosso puto na terra"... Jayz não só ameaçou várias vezes nesta música, como também fez revelações de muitas coisas ruins que aconteciam nas guerras entre as duas gang's... Desta forma deu-se início ao movimento gangster no kuduro. Movimento este que reinou por pelo menos seis a sete anos.
Por: Tonilson Jesus

sexta-feira, 1 de novembro de 2024

Fuga de Cérebros em Angola: Um Desafio para o Futuro do País

 Fuga de Cérebros em Angola: Um Desafio para o Futuro do País




A fuga de cérebros, termo que se refere ao êxodo de profissionais qualificados para o exterior em busca de melhores oportunidades, tornou-se uma realidade preocupante em Angola. Nos últimos anos, o país tem assistido a um aumento significativo de jovens e profissionais altamente qualificados que optam por emigrar, em especial para países com melhores condições de trabalho, estabilidade econômica e mais oportunidades de desenvolvimento. Este fenómeno representa um desafio profundo para o crescimento e sustentabilidade de Angola.

Por que a Fuga de Cérebros?

Existem múltiplos fatores que levam os angolanos a procurar novas oportunidades fora do país. Entre os principais motivos estão:

  • Escassez de Oportunidades Profissionais: Para muitos jovens formados e profissionais qualificados, o mercado de trabalho angolano oferece poucas oportunidades de crescimento e valorização. Muitos angolanos com competências técnicas, em áreas como medicina, engenharia e tecnologia, encontram melhores ofertas de emprego fora do país, com salários mais competitivos e condições de trabalho mais adequadas.
  • Incertezas Econômicas: Angola tem enfrentado altos níveis de inflação e desvalorização da moeda, o que afeta o poder de compra e a estabilidade financeira das famílias. Estes fatores tornam os salários insuficientes, especialmente para profissionais que desejam melhorar a qualidade de vida.
  • Falta de Investimento em Pesquisa e Inovação: A falta de infraestruturas para investigação científica e de investimentos em inovação limita o potencial de desenvolvimento em áreas científicas e tecnológicas. Este contexto leva muitos investigadores e cientistas a migrar para países onde suas habilidades são mais reconhecidas e apoiadas.
  • Instabilidade e Desafios Sociais: Problemas como desigualdade social, deficiências no sistema de saúde e falta de segurança em algumas regiões contribuem para a busca de uma vida mais segura e estável fora do país.

Impacto da Fuga de Cérebros na Sociedade Angolana

A perda de profissionais qualificados traz consigo consequências diretas e indiretas que afetam o desenvolvimento do país. Entre os impactos mais evidentes estão:

  • Déficit de Profissionais em Áreas Essenciais: A emigração de médicos, engenheiros, professores e outros profissionais críticos afeta diretamente a qualidade e o acesso a serviços essenciais. Hospitais, escolas e infraestruturas públicas enfrentam dificuldades para manter um nível adequado de atendimento e serviços.
  • Redução da Capacidade de Inovação: A ausência de uma massa crítica de talentos limita o crescimento e desenvolvimento da ciência e tecnologia no país. A falta de profissionais especializados torna difícil a criação de novos projetos e a implementação de políticas que promovam o avanço econômico e tecnológico.
  • Efeito Multiplicador na Juventude: A fuga de cérebros transmite uma mensagem desanimadora para os jovens, que cada vez mais veem o sucesso profissional associado à emigração. Este ciclo torna-se um incentivo para que gerações futuras considerem o êxodo como única alternativa.

Possíveis Soluções e Caminhos para o Futuro

Diante deste cenário, é crucial que Angola adote estratégias eficazes para conter a fuga de cérebros e atrair de volta os talentos expatriados. Algumas ações que poderiam ser tomadas incluem:

  • Incentivos e Valorização Profissional: Melhorar as condições de trabalho e a remuneração dos profissionais qualificados é uma forma essencial de reter talentos. O governo e o setor privado podem trabalhar juntos para criar condições mais atrativas, promovendo a dignificação das profissões.
  • Investimento em Pesquisa e Desenvolvimento: A criação de centros de pesquisa e inovação e o financiamento de projetos científicos são fundamentais para desenvolver áreas como a ciência e tecnologia no país. Estes investimentos podem reduzir a necessidade de procurar infraestruturas de pesquisa no exterior.
  • Programas de Retorno de Talentos: Angola pode seguir o exemplo de outros países que criaram programas específicos para atrair expatriados, oferecendo-lhes condições vantajosas de regresso e integração no mercado de trabalho.
  • Parcerias Educativas e Profissionais com o Exterior: Estabelecer acordos de cooperação internacional com universidades e empresas estrangeiras pode permitir que angolanos obtenham formação no exterior e retornem ao país com uma perspectiva ampliada e novas competências.

Tonilson de Jesus